A ArcelorMittal Brasil assinou, no dia 3/04, em Brasília, o Protocolo de Sustentabilidade do Carvão Vegetal. O documento firma o compromisso voluntário das empresas associadas do Instituto Aço Brasil (IABr) com a produção sustentável do insumo. O evento contou com a presença do CEO da ArcelorMittal Aços Longos Américas, Jefferson De Paula, do CEO da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho, e do CEO da ArcelorMittal BioFlorestas, Maurício Bicalho de Melo.
Um dos principais pontos do documento é o compromisso da indústria do aço de atingir, em até quatro anos, 100% de florestas plantadas para atender à demanda de carvão vegetal. Em 2011, 80% do insumo consumido pela indústria do aço foi proveniente de florestas plantadas próprias, 10% de florestas plantadas de terceiros e 10% de resíduos florestais legalizados. O IABr reafirmou a atuação dos seus associados, dentro dos mais estritos princípios éticos relacionados às questões socioambientais e de pleno atendimento à legislação vigente, além de colaborar de forma efetiva com o Poder Público para a conscientização da cadeia produtiva quanto à importância da produção sustentável do carvão vegetal e do ferro gusa.
A participação do Poder Público é essencial para a criação de mecanismos que viabilizem a inserção dos demais produtores de carvão vegetal na legalidade, com a criação de linhas especiais de crédito, formação de cooperativas e até mesmo de outras alternativas para a subsistência de famílias que atualmente produzem o insumo em milhares de fornos primitivos disseminados em várias regiões do Brasil. "O momento é extremamente importante, de inflexão, na produção sustentável de carvão vegetal, o primeiro passo de muitos que precisam ser dados. Não se pode misturar o empresário sério do não sério, o desafio é incluir os demais produtores, não pactuados", afirma a ministra de Estado de Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Atualmente, a ArcelorMittal Brasil trabalha em duas rotas de produção de gusa, ambas viáveis economicamente e com suas particularidades. O carvão vegetal é produzido pela ArcelorMittal BioFlorestas, originário de florestas de eucalipto próprias distribuídas em Minas Gerais e na Bahia. É um recurso natural renovável que traz consigo, também, possibilidades de geração de benefícios ambientais, sociais e econômicos para as comunidades locais. "Com o carvão vegetal, temos ainda mais possibilidade de agregar valor aos nossos negócios por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)", ressalta Maurício Bicalho de Melo. O carvão vegetal produzido na empresa é destinado à ArcelorMittal Juiz de Fora e ArcelorMittal Cariacica. Não é possível, no entanto, utilizar a rota do carvão vegetal para todas as usinas. Além da questão da escala, que exigiria expressivas dimensões territoriais, o insumo não é viável para a produção de gusa em fornos com capacidades acima de 600 mil toneladas, sendo necessário recorrer ao uso do carvão mineral ou coque siderúrgico.