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Mudanças Climáticas


Tratado de Quioto

A Arcelor Brasil, em consonância com as diretrizes do Grupo Arcelor em relação à preservação da qualidade ambiental do planeta, realiza uma arrojada política de investimentos em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).


A mesma postura já é adotada pelas unidades brasileiras, que vêm desenvolvendo ao longo dos últimos anos diversos projetos que contemplam as medidas estabelecidas pelo Tratado de Quioto. O Grupo Arcelor é reconhecido pelos resultados já alcançados na redução de emissão de CO2, na Europa, e como player ativo no mercado de créditos de carbono.


Tratado de Quioto
A controlada CST obteve, em dezembro de 2005, a aprovação do projeto “Co-geração de Energia Elétrica a partir da recuperação do gás de aciaria (LDG – Linz Donawitz Gas)”, no âmbito do Governo Federal, tornando-se a primeira siderúrgica integrada a concluir um projeto de MDL dessa natureza, de acordo com os critérios estabelecidos no Tratado de Quioto. O projeto prevê a recuperação do gás LDG para a co-geração de energia elétrica, evitando a emissão de um volume de aproximadamente 450 mil toneladas de CO2 ao longo de 10 anos.

As unidades de produção da controlada Belgo, por sua vez, registraram, em 2005, uma redução nas emissões totais de dióxido de carbono (CO2) de 4,5%, em relação ao apurado em 2004. A avaliação demonstra a eficiência dos investimentos realizados nos últimos anos. Atualmente, essas unidades estão desenvolvendo diversos projetos de MDL (veja dois exemplos ao lado).

  • Redução da geração de metano nas unidades de produção de carvão


    Para evitar a emissão de metano, um dos principais gases causadores do efeito estufa, a CAF, empresa florestal da controlada Belgo, iniciou, em 2005, o desenvolvimento de fornos com tecnologia para a carbonização da madeira com redução total das emissões do referido gás. A expectativa é de que deixarão de ser emitidas o equivalente a 2,5 milhões de toneladas de CO2 até 2012.

  • Programa Belgo de Sustentabilidade


    A iniciativa apóia-se em quatro subprogramas enfatizando dois pilares básicos: adoção de altos-fornos a carvão vegetal e o Programa Produtor Florestal (PPF), gerenciado pela CAF. Com o PPF, a Arcelor Brasil investe na ampliação do plantio de eucalipto (biomassa renovável) para produzir o carvão vegetal. Além de ser uma fonte renovável de energia, florestas plantadas em crescimento “seqüestram” o CO2 da atmosfera. Por outro lado, o incremento na produção de carvão vegetal também será obtido por meio da reforma de áreas florestais. O Programa Belgo de Sustentabilidade permitirá uma redução de emissão de CO2 de, aproximadamente, 9,5 milhões de toneladas em 7 anos.

EMISSÕES DE GÁS CARBÔNICO

Índice de emissão Tonelada de CO2 / 2005
Específica de CO2 Tonelada de aço 1,46
Emissão total de CO2 Tonelada de CO2 / ano 12.755.032,00

Protocolo de Montreal


Todas as unidades industriais da Arcelor Brasil já eliminaram a utilização de equipamentos que consomem gases refrigerantes Cloro Flúor Carbono (CFCs) e os escritórios estão substituindo gradativamente os aparelhos de ar condicionado que contém CFCs. Dessa forma, a empresa se antecipa ao cumprimento das diretrizes do Protocolo de Montreal, que prevê a eliminação do consumo desse tipo de gás, nocivo à camada de ozônio, até 2010 nos países em desenvolvimento. Na controlada CST o uso desse gás já foi inteiramente eliminado.


Carvão Vegetal: energia renovável e sustentável

Um dos principais trabalhos em curso na Arcelor Brasil para o aproveitamento de energia renovável consiste no uso do carvão vegetal para alimentar dois altosfornos que estão sendo construídos na unidade de aços longos, localizada em Juiz de Fora (MG). O carvão vegetal, fabricado a partir de florestas plantadas de eucalipto, é apontado como uma alternativa sustentável ao meio ambiente, já que seus níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2) são bem inferiores aos resultantes da queima do carvão mineral. Além disso, as florestas de eucalipto em crescimento “seqüestram” gás carbônico da atmosfera, colaborando para reduzir o aquecimento global.

O carvão vegetal que abastecerá os novos altos-fornos da Usina de Juiz de Fora será fornecido pela própria Arcelor Brasil, em parceria com produtores rurais, que, por meio do Programa Produtor Florestal (PPF), terão incentivos financeiros. Até o final de 2005, a iniciativa já havia cadastrado cerca de 500 produtores, sendo que 55 firmaram contratos. Os novos parceiros poderão usar parte de sua propriedade para o plantio de eucalipto, diversificando o cultivo agrícola. Com isso, já estão garantidos 6,5 mil hectares para a atividade florestal. O empreendimento foi amplamente discutido com a sociedade em audiência pública realizada em março de 2005, com apresentações do programa para diversos públicos da região de Juiz de Fora (MG).

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