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estratégia de desenvolver uma indústria cada vez mais comprometida com o desenvolvimento sustentável ganhou, em 2005, uma ferramenta importante para a medição dos avanços. O Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI) iniciou aconstrução de uma base comum de dados de avaliação do desempenho econômico, social e ambiental das empresas associadas, iniciativa que teve o total apoio do Grupo Arcelor e da Arcelor Brasil.
Um dos resultados desse trabalho foi a publicação do relatório Aço: a Fundação de O Grupo Arcelor é citado como exemplo de sucesso no relatório Aço: a Fundação de um Futuro Sustentável. um Futuro Sustentável – Relatório de Sustentabilidade do Setor Mundial do Aço 2005, reunindo dados de 35 empresas que, juntas, são responsáveis por cerca de 40% da produção mundial de aço. O Grupo Arcelor foi citado como exemplo de sucesso no indicador 3 (Retorno sobre o Capital Empregado – ROCE), e a CSTArcelor Brasil mereceu destaque pelos resultados obtidos na gestão dos recursos hídricos. Informações detalhadas sobre o trabalho do IISI, bem como o texto integral desse Relatório de Sustentabilidade, podem ser acessados no site www.iisi.org.
A iniciativa é mais do que oportuna, dada a voracidade do mundo por esse produto nobre. A produção mundial de aço bruto cresceu 6% em 2005, atingindo a marca recorde de 1,1 bilhão de toneladas, impulsionada, mais uma vez, pela China, responsável por 32% do volume global, correspondente a 350 milhões de toneladas. Em 2005, a China se tornou um exportador líquido de produtos siderúrgicos, com volume de vendas composto em quase sua totalidade por aços longos, posicionando-se como o terceiro maior exportador mundial de aço.
Um plano de ajuste elaborado pelo governo chinês pretende conter o crescimento do parque siderúrgico local, colocando como meta para 2010 uma produção anual de 400 milhões de toneladas, o que deverá se refletir positivamente em termos do mercado mundial, contribuindo para uma maior estabilidade dos níveis de preços do aço. A Índia, que em 2005 registrou um crescimento na produção de aço de 16,6% em relação a 2004, assumindo a oitava posição no ranking mundial, deverá continuar com ritmo acelerado, podendo, nos próximos dez anos, integrar a lista dos cinco maiores produtores mundiais. Os demais grandes produtores de aço, como Japão, Estados Unidos e Alemanha, apresentaram queda na produção anual, em níveis próximos ao ocorrido no Brasil (3,9%).
O ano de 2005 foi marcado pela continuidade do processo de consolidação da siderurgia mundial, cujos efeitos se fazem sentir diretamente numa menor volatilidade dos preços dos produtos siderúrgicos no mercado internacional, com a redução do número de players na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos. Inclui-se, nesse movimento, o avanço do processo de privatização de empresas, principalmente no Leste Europeu.
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